Serpente de Repente
Então, aparentemente eu tenho um Álbum no Spotify...
Eu sei, mais uma aleatóriedade na minha vida e mais uma coisa sem nenhuma conexão que eu faço, mas acredite. Tudo que eu faço está conectado de alguma forma, e é essa conexão entre as coisas que vai me levando para ir acumulando uma montanha de "badges".
E tudo é sobre escrita: quando comecei a escrever os textos de “Com amor, Vingança", submergi muito nas estruturas da época, dos problemas regionais do sertão e das necessidades daquela época/povo.
Isso culturalmente me levou a uma viagem no tempo, lá pra Ceilândia-DF e o meu saudoso professor Jevan, à época no colégio público 21, que mostrou para uma criança no ensino fundamental, os primeiros cordéis e depois de tantos anos eu comecei a me aprofundar mais ainda em suas estruturas e formatos.
Um dos meus personagens de “Com amor, Vingança" é um apaixonado pela sua “sabiázinha", ele a chama assim porque é apaixonado pela sua voz quando canta, mais bonita que qualquer sabiá. Bandoleiro, que quando no seu dia mais prolixo emite um ou dois grunidos para seus companheiros de batalha, para sua amada se abre em um universo de cartas, poesias, letras e amor. Inclusive, é essa a forma que vamos conhecendo mais dele na história. (Ele já apareceu, mas não foi formalmente apresentado).
Por conta disso, eu mesmo tive que começar a ler e escrever sobre o amor, paixão e além dos cordéis e poemas, veio o desafio de musicar os escritos e ai, meus amigos, é onde a porca torce o rabo, porque eu percebi que saber escrever poemas/cordéis e escrever uma música NÃO TEM NADA DE PARECIDO.
Quebrei a cabeça estudando por semanas, as novas estruturas e como se monta as métricas adequadas. Olha, sinceramente… um personagem me dando um trabalho desses… (eu adorei, na verdade.)
Além de escrever o que eu precisaria para o livro, obviamente eu quis criar algumas músicas também. Comprei um mini-curso de produção musical, para entender o funcionamento do FL-Studio, também tive que utilizar algumas coisas de IA pra montar instrumentos, afinar a voz e etc.
Pra ser sincero, eu fui criado em uma casa onde eu não podia fazer barulho, mesmo sendo uma criança criada sozinha, e raramente saia de casa por um protecionismo dos meus pais. Digo isso, por uma percepção que tive após começar a pensar um pouco sobre música: Essa criação de ficar sem fazer barulho dentro de casa me tirou completamente a ideia de que eu poderia CANTAR em voz alta ou me expressar vocalmente. E obviamente, quebrou também a possibilidade do meu interesse em música.
Tirando também o ambiente onde eu cresci, completamente cristão, que a ideia de músicas “do mundo", não poderia ser ouvida, o uso da tv ser limitado, e etc. Só adulto que fui entender um pouco mais sobre música, conhecer artistas, e ter um gosto musical (ainda preso aos meus fones de ouvido).
Então é isso, subi as três músicas para o spotify:
Além dessas três que já estão lá, tem mais duas que já estão prontas e algumas outras letras que eu já tenho mas preciso adaptar ainda, para dar sequencia.
Calma, não quero viver disso e nem transformar isso em algo, é só um Achievement Unlocked. Quando tiver uma quantidade de música específica para completar o Álbum - Serpente de Repente, do Artista independente e desconhecido, Ronin Serpente, ai eu abandono a carreira no AUGE.
Vou deixar mais duas aqui abaixo, pra você que chegou até aqui:
Tá Vindo Longe Demais
Novela das Sete
Eu amo Forró, não me leve a mal. Aprendi a amar Metal e Forró (Obrigado Calcinha Preta, pelo incentivo), mas eu achei que eu precisava de algo além do forró, mas que ainda sim levasse algo das raizes e origens.

Ps.: podem ficar tranquilo, não tem nenhum trecho de “enho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro, ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro", todas as músicas que escrevi estão livres desses versos.
Não desejem sorte pro Ronin Serpente porque ele é uma existência rápida e passageira, mas aproveitem enquanto ele existe :)


PORRA, que bagulho massa! Então você é do DF? Ainda vive por aqui?
Cara, que incrível! Kkkkk pqp